Projeto Edutech Matematicando, da Inteceleri, ajuda aluno do interior do Maranhão a alcançar nota histórica no Enem.

Por Ascom Fundação Guamá/Imagem: Alex Ribeiro, Agência Pará
Os dados mais recentes do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) apontam que apenas 5% dos estudantes do 3º ano do Ensino Médio apresentam aprendizado adequado em matemática – uma redução de 4,1 pontos de 2019 a 2023, segundo o Índice de Inclusão Educacional. Nesse cenário, uma startup paraense vem aliando tecnologia ancestral amazônica e moderna no desenvolvimento de produtos educacionais que auxiliam professores e alunos no domínio da matéria.
Residente do Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, a Inteceleri Tecnologia para a Educação é uma empresa que tem buscado soluções inovadoras para o processo de ensino-aprendizagem, como o Miriti Board VR e o Matematicando. De acordo com Walter Junior, os gargalos educacionais se devem “à falta de uma base sólida, para que o estudante chegue ao Ensino Médio com o conhecimento solidificado. É preciso, então, que se reconstrua esse alicerce no Ensino Fundamental”.

Como não há inovação sem problema, foi assim que Walter fundou a Inteceleri. “Começamos com uma tecnologia chamada Matematicando, uma metodologia que ensina as quatro operações fundamentais da famosa e temida matemática”, brinca o CEO. “Propomos uma nova forma de aprender as operações básicas usando a cor como gatilho de memória e ativação neurolinguística. Tudo isso dentro de um game, um aplicativo que está na mão do aluno, na mão dos nativos digitais”, completa.
Walter Oliveira, CEO da Inteceleri, empresa de tecnologia e educação residente do Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá. Imagem: Alex Ribeiro, Agência Pará.
A aplicação do produto gerou resultados satisfatórios. Segundo o fundador da edtech, hoje a Inteceleri atende cerca de 700 mil alunos em 27 municípios de sete estados brasileiros. “No Ceará, por exemplo, melhoramos a proficiência e o aprendizado em 44%. No Pará, o índice alcançou 24%, tirando o estado da 26ª posição para o 6º lugar no ranking do Ideb, com destaque para Cametá, onde tomamos como registro base”, explicou, referindo-se aos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de 2024.
Além do Matematicando, a Inteceleri também é responsável pelo Geometa, um metaverso de aprendizagem para que o aluno compreenda a teoria das formas geométricas de maneira prática. “Imagina você poder entrar em uma sala virtual, jogando, e aprender geometria plana para depois passar à descoberta da geometria espacial. Você vai até a França, vê a Torre Eiffel, retorna para a sala e ela se converte em uma forma piramidal. É um ambiente totalmente customizado e seguro, uma trilha que muda a forma de aprender e ensinar”.



Além do conjunto de ferramentas atrativas para os “nativos digitais”, a proposta foca em acelerar o aprendizado básico. “O trabalho começa pelas operações fundamentais (adição, subtração, multiplicação e divisão), assuntos que normalmente deixam lacunas ao longo da vida escolar. A partir daí, entram materiais que provocam o desenvolvimento do cálculo mental, do raciocínio lógico e do pensamento computacional, em um processo contínuo”, explica Walter.
O percurso que investe em uma base mais estruturada garante resultados a médio e longo prazo. “Precisamos mudar essa história; muita gente acha a matemática difícil ou algo para poucos. Por isso, construímos o projeto Matematicando na Floresta. É uma narrativa em que os personagens mostram às crianças como a disciplina está no cotidiano: a geometria no formato da vitória-régia, a aritmética na contagem das formigas. É uma forma encantadora de ver o mundo”, conclui o pesquisador.


