Centro Regional da Amazônia recebe visita do embaixador da Noruega

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Embaixador da Noruega no CRA_Out_2017

O Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), instalado no PCT Guamá em Belém (PA), recebeu no dia 31/10, o novo Embaixador da Noruega no Brasil, Nils Martin Gunneng, que desembarcou no Estado para conhecer as políticas ambientais desenvolvidas e as possibilidades de novos investimentos na área da ciência e tecnologia. Essa foi a primeira visita de Gunneng ao Estado na condição de embaixador extraordinário e plenipotenciário da Noruega no país. O diplomata foi recebido pela chefia do CRA, Alessandra Gomes e Marcos Adami.

O CRA já incorporou à sua rotina a visita de autoridades nacionais e internacionais, que constantemente visitam a Amazônia, principalmente de países empenhados em contribuir com o governo brasileiro para o desenvolvimento sustentável, especialmente no combate ao desmatamento de florestas.

Estrategicamente localizado na capital paraense, o Centro do INPE é lotado por aproximadamente 60 profissionais essencialmente envolvidos na criação e difusão de tecnologias eficientes no combate ao desflorestamento da região amazônica e das florestas tropicais como um todo. Sua infraestrutura de ponta e conhecimento avançado em geotecnologias colaboram para que o Brasil seja referência em monitoramento por satélite de florestas e na capacitação de recursos humanos para operar metodologias de monitoramento.

A Noruega foi o primeiro país contribuinte do Fundo Amazônia, iniciativa lançada pelo Brasil em 2008 que, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), capta doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, bem como à promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no bioma Amazônia.

Nils Martin Gunneng esteve acompanhado do enviado especial de Clima e Florestas, Eirik Brun Sorlie e da assessora do Programa de Mudanças Climáticas, Meio Ambiente e Paz, Priscilla Santos. Após reunião com a chefia do CRA, foi apresentada a infraestrutura e projetos desenvolvidos no Centro e o embaixador pôde ver de perto o trabalho dos especialistas em geoprocessamento.

Gunneng falou que a comitiva da Embaixada da Noruega esteve no Pará para discutir agendas em comum. Segundo o embaixador, os desafios são os mesmos, mas vive-se hoje circunstâncias diferentes e é importante que se compreenda as diferenças e os problemas que os Estados seguem enfrentando. “Reconhecemos todo o esforço que vem sendo feito e os avanços que o Brasil e o Pará têm conquistado no âmbito da gestão ambiental”, declarou o embaixador.

O CRA é um dos beneficiários do Fundo Amazônia recebendo financiamento para a execução do Projeto Monitoramento Ambiental por Satélite do Bioma Amazônia, que engloba, por exemplo, o Projeto TerraClass, parceria do INPE com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O TerraClass é uma iniciativa pioneira que investiga os usos da terra na Amazônia e com isso busca entender as possíveis causas da derrubada de árvores na região no decorrer dos anos. Até o momento já foram gerados dados de uso e cobertura da terra para os anos de 2004, 2008, 2010, 2012 e 2014.

O Fundo Amazônia também apoia o Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite – Capacitree, desenvolvido no Centro Regional da Amazônia, e executado em parceria com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). O Capacitree treina técnicos nacionais e estrangeiros para operarem as metodologias de monitoramento utilizadas pelo INPE. Até agosto de 2017, ocorreram mais de 80 cursos, transferindo conhecimento para 690 técnicos de 60 diferentes países, seja da América Latina, da África, Ásia e Europa. Saiba mais sobre o Capacitree.

Em novembro de 2015, o príncipe herdeiro da Noruega, Haakon Magnus esteve no CRA onde foi apresentado ao trabalho do INPE na Amazônia. É notório o interesse do país com questões relacionadas à preservação ambiental e visitas como a do embaixador ao CRA seguem destacando a importância do INPE no monitoramento de florestas, principalmente a Amazônia.

Foto e texto: Julio Delgado/Ascom CRA

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