Startup paraense utiliza plástico reciclado na produção de insumos à construção civil

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A partir de uma metodologia própria, a C&M Éco-Engenharia, startup residente no coworking do Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, em Belém, transforma plástico reciclado em “seixos” feitos do agregado graúdo de plástico. A tecnologia permite a confecção de blocos com e sem função estrutural, broquetes, tubos, entre outros produtos comumente derivados do concreto.

A ideia de transformar plásticos nestes tipos de insumos da cadeia produtiva da construção civil surgiu há 2 anos, durante o TCC de Marcos Sousa, um dos sócios, em Engenharia Civil. Desde então desafios, transformações e adaptações foram impostos com o objetivo de garantir a viabilidade técnica e econômica dos produtos.

A decisão de entrar para o time de residentes do PCT Guamá aconteceu quando Carlos Lourenço, outro sócio-criador, ativou sua rede de contatos e vislumbrou o potencial do mercado de produtos customizados a partir dos plásticos reciclados. Neste momento, fizeram uma avaliação e decidiram aliar a startup à chancela do primeiro Parque de Ciência e Tecnologia da região.

A comissão de avaliação de novos empreendimentos, formada por integrantes do PCT Guamá; Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet); e Sebrae Pará, vislumbrou o potencial inovador da ideia e, desde então, a startup passou por um processo de diagnóstico e apontamento de mentorias necessárias para o desenvolvimento de seu negócio.

Atualmente a C&M Éco-Engenharia está desenvolvendo o projeto de uma unidade fabril com o objetivo de produzir os produtos em larga escala, e também trabalhando na sua modelagem de negócios e captação de investimentos.

Premiação – A startup foi contemplada com o Prêmio Samuel Benchimol: terceiro lugar na categoria Projetos de Desenvolvimento Sustentável na Região Amazônica. E também aprovada no HANGAR-001, primeira turma de aceleração para validação de negócios de impacto socioambiental, iniciativa promovida pela CIVI-CO, Pipe.Social e Quintessa, instituições paulistas referências na área.

Dos 78 inscritos para a aceleração que começa no dia 12 de novembro, 15 foram aprovados para o programa que terá 14 semanas de duração. O objetivo é auxiliar os projetos participantes a superarem a etapa de validação para dar tração aos seus negócios de impacto. Definição de segmento de clientes, workshops, teste de MVP epitch para potenciais investidores serão algumas das ações do programa.

De acordo com a Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, iniciativa formada por organizações referência que atuam no setor, Negócios de Impacto são empreendimentos que têm a missão explícita de gerar impacto socioambiental ao mesmo tempo em que geram resultado financeiro positivo e de forma sustentável.

Parque de Ciência e Tecnologia Guamá – Construído em Belém, em uma área de 73 ha cedida pela UFPA e pela UFRA, o PCT Guamá é o primeiro parque tecnológico a entrar em operação na região Norte. A construção e consolidação do espaço são de responsabilidade do Governo do Pará, por meio da Sectet. O parque tecnológico abriga laboratórios de P&D que oferece serviços variados para os setores público e privado, além de startups e empresas que tenham por essência o investimento em inovação. O edital para novas empresas e startups se instalarem no parque tecnológico continua aberto e pode ser conferido no site www.pctguama.org.br

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